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Desde: 23/10/2001      Publicadas: 35      Atualização: 15/11/2001

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 Cidades

  29/10/2001
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Saúde intensifica vacinação contra febre amarela

Os órgãos de saúde continuam em estado de alerta quanto a possibilidade de contaminações pela febre amarela e mantém esquema intensivo de vacinações contra a doença depois que foram encontrados vetor da doença em macacos das matas próximas ao rio Grande, no município de Limeira do O'este em Minas Gerais, a principal preocupação é quanto ao trânsito de pescadores naquela região.

Os órgãos de saúde continuam em estado de alerta quanto a possibilidade de contaminações pela febre amarela e mantém esquema intensivo de vacinações contra a doença depois que foram encontrados vetor da doença em macacos das matas próximas ao rio Grande, no município de Limeira do O'este em Minas Gerais, a principal preocupação é quanto ao trânsito de pescadores naquela região.
De acordo com a diretora regional da Sucen, Sirle Salun Scandar, foram realizadas durante um ano, pesquisas em treze pontos nas imediações do rio Grande, compreendidas entre as cidades de Icém e Santa Albertina. Durante os meses de estudos foram detectadas presenças de mosquitos transmissores da febre amarela silvestre denominados pela literatura científica de haemagogus e sabetes, os quais infectaram macacos de espécie não identificada que vivem em matas às margens do rio.
A situação torna-se preocupante pela hipótese do mosquito que transmitiu o vírus da febre amarela silvestre aos macacos atacar humanos. Neste caso poderá ocorrer proliferação da doença , se o mosquito Aedes aegipty, o qual funciona de vetor da febre amarela urbana, picar o indivíduo contaminado e em seguida transmitir a doença para outras pessoas.
Os últimos registros de febre amarela urbana no país, ocorreram em 1942, já contaminações pelo tipo silvestre são notificadas todos os anos em diversos regiões brasileiras. No ano passado duas pessoas foram a óbito na região depois de contraírem a doença, as transmissões ocorreram nos municípios de Santa Albertina e Ouro Este.
O mosquito transmissor da febre amarela possui uma característica diferenciada notada quando este circula por ambientes iluminados onde pode ser observado um brilho metálico em sua coloração azulada visualizada a partir de reflexos da luz. O haemagogus ou sabetes igualmente ao Aedes, se reproduz na água eliminando ovos que passarão pelos ciclos de larva, pulpa antes de se tornarem insetos adultos.

Mais de 100 mil não foram imunizados

A Sucen em conjunto com a DIR-22 (Divisão Regional de Saúde), notificaram as secretarias municipais de saúde da região, onde além de relatar a presença do vetor detectada pela pesquisa, recomendam intensificação da cobertura vacinal contra a febre amarela, principalmente em áreas rurais próximas a região ribeirinha.
Conforme avaliação de Scandar, a vacinação vai evitar epidemias. "Se às pessoas se vacinarem, não teremos perigo de epidemia, se aparecer algum caso será de alguém que não tomou a vacina, por isso, estamos indo atrás da população", destacou.
Dados fornecidos pela Vigilância Epidemiológica, indicam que mais de 100mil pessoas em Rio Preto não tomaram a vacina. Desde o ano de 1993 foram imunizados 252.459mil moradores, o que situa uma cobertura vacinal por volta de 72% da população.
Para atingir um índice maior a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Sandra Regina Ricardo, disse que a vacinação segue um ritmo intensivo. "Além das UBSs que realizam a vacinação nos dias úteis, montamos postos de vacinação na Rodoviária que funcionam aos sábados das 9 às 17 horas e aos domingos das 9 às 13 horas, faremos um balanço geral no final do mês, a meta é vacinar principalmente pessoas que forem viajar para municípios perto do rio Grande", explicou.
Segundo a diretora da DIR-22, Márcia Reina, em alguns pontos a vacinação é realizada nas residências. "A intensificação é maior na região próximo de Jales, as equipes conduzem vacinação casa a casa, principalmente na zona rural, para imunizar pessoas que nunca tomaram ou precisam de reforço da vacina, que precisa ser renovada a cada dez anos. Um boletim contendo o número de doses aplicadas será entregue na DIR", informou.
A vacina contra a febre amarela apresenta 95% de eficácia, podendo ser aplicada em crianças a partir dos 9 meses, existe contra-indicação para gestantes que são avaliadas antes receberem a medicação.
No geral a febre amarela apresenta de 40 a 50% de letalidade dos infectados. Quando classificada de benigna, o indivíduo, apresenta febre alta, mal-estar, dores de cabeça e cor amarelada, em estágios avançados são somados a estes sintomas complicações hepáticas, renais e hemorragias que geralmente levam o paciente a óbito.
  Autor: Leda Nascimento


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