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Desde: 23/10/2001      Publicadas: 35      Atualização: 15/11/2001

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 Cidades

  07/11/2001
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Secretaria de Saúde gasta R$ 9 mi com medicamentos e não consegue atender a demanda

A Secretaria da Saúde de Rio Preto está gastando mais dinheiro na compra de medicamentos em comparação com o ano anterior. Em contrapartida os usuários reclamam do abastecimento de remédios nas Unidades Básicas de Saúde.

A Secretaria da Saúde de Rio Preto está gastando mais dinheiro na compra de medicamentos em comparação com o ano anterior. Em contrapartida os usuários reclamam do abastecimento de remédios nas Unidades Básicas de Saúde. A verba gasta com remédios até agosto deste ano é de R$ 7,5 milhões, com estimativa de chegar a R$ 9,1 milhões, sendo que no ano passado, os gastos até dezembro foram de R$ 8,4 mi. Em comparação o município injetou R$ 2,1 milhões correspondente a 13% do orçamento. Neste ano, até agosto, o valor subiu para R$ 2,4, consumindo 17% do orçamento próprio.
A dona de casa M.P.P, 55 anos, não quis ter o nome publicado, mas afirma que da cota diároia que necessita consumir por orientação médica, só consegue encontrar nos postos remédios para pressão alta. “Sempre vou a UBS da Vila Elvira e só consigo pegar o Captopril. Em compensação, raramente tem o Lovastina, que uso para colesterol e nunca acho o remédio para circulação Velanot e o indicado para os ossos, Ossopan”, confirma.
Segundo a dona de casa, devido o alto custo dos medicamentos que não consegue encontrar na rede pública, é obrigada a deixar de consumi-los. “Como não tenho dinheiro para comprar estes remédios, fico sem tomar. Sei que esta atitude não faz bem a minha saúde mas não tem outro jeito”, completa.
O operador de rádio, Sigmar Piovesan, 36 anos, ressalta que sofre de colesterol alto e também enfrenta dificuldades em adquirir os medicamentos receitado. “Tenho índice 298 de colesterol, estimado muito alto pelos médicos. Para controlar foi indicado 90 comprimidos do remédio Lovastina, só que nunca tem no posto de saúde”.
De acordo com ele, não há possibilidade de comprar na farmácia. “Não tenho como comprar, já que cada caixa com 30 comprimidos custa R$ 33 e como preciso de três, teria que gastar R$ 99. Esperei 20 dias até chegar o remédio, sendo que ainda assim, apenas uma caixa foi fornecida. Sei que neste tempo de espera poderia sofrer alguma complicação no coração em decorrência da doença, como um infarto por exemplo, mas é preciso aguardar e ver se continuo conseguindo o remédio, até completar o total receitado, para depois voltar a me consultar”, lembra.
A fila da UBS também acarreta reclamações por parte dos usuários. “Quando é necessário se consultar preciso ir às 4h, para pegar senha às 7h e só ser atendido por volta das 10h. Isso se tiver lugar, porque a partir de uma certa hora a consulta é suspensa devido o limite e os que não foram atendidos tem que voltar em outro dia”, reclama Piovesan.

 Secretaria nega falta de remédios

A Secretaria da Saúde alega que não faltam medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde e segundo o assessor do secretário de Saúde, Mário Jabur Filho, todos os produtos indicados para hipertensão, diabetes, dor, febre, antibióticos, e para o tratamento de doenças como câncer, aids e epilepsia, tem cobertura total nas UBS. “Não está faltando remédios na rede de saúde. Apenas os que não são de uso comum podem faltar, como no caso de um produto indicado para um tipo raro de câncer por exemplo. Nestes casos o remédio indicado é avaliado por uma comissão para que possamos verificar se está cientificamente aprovado e se estiver é incorporado na lista dos remédios a serem comprados”, resume.
O secretário de Saúde Cacau Lopes, completa dizendo que a reposição de remédios é feita no período de três meses, gastando em média R$ 400 mil por mês. As mais de 350 unidades, são distribuídas em 19 pontos, além do ambulatório de saúde mental e DST/Aids.
  Autor: Vivian Carvalho


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