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Desde: 23/10/2001      Publicadas: 35      Atualização: 15/11/2001

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 Economia

  06/11/2001
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Consumidor ganha reciclando latas em supermercado

Consumidor ganha R$ 0,01 para cada duas latas que são colocadas em máquina de reciclagem em supermercado na cidade de São Paulo

O Hipermercado Extra de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, é o primeiro no Brasil a contar com um equipamento automatizado de coleta seletiva de embalagens de aço (a lata tradicional).
Desenvolvido pela 3R Ambiental, a mesma que introduziu no país as máquinas para coletar latas de alumínio e PETs, o equipamento pode coletar embalagens cilíndricas de molho de tomate, legumes, leite em pó, entre outros, com tamanhos que variam de 50 gramas a 1 Kg.
Segundo Mozart Tomazetti, diretor de marketing da 3R, é a primeira experiência de coleta automatizada de embalagens de aço no mundo. O produto foi desenvolvido pela empresa, a partir das máquinas de coletas de alumínio e PET, a pedido da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que se comprometeu a comprar o aço coletado para reciclar. O desenvolvimento do projeto levou quatro meses, envolveu cinco técnicos da empresa e um investimento de R$ 150 mil no desenvolvimento de software e análise de materiais.
Basicamente, foram alterados os sensores do equipamento, que consegue estocar 4.200 latas por hora. "A lata de aço é mais rígida do que a de alumínio, mas tem a vantagem de ser mais fácil de triturar", explica Tomazetti. O diretor da 3M, empresa do Grupo Envipco do Brasil, associado ao grupo norte-americano (que trabalha em vários setores na área de reciclagem), diz que há interesse em exportar a tecnologia para outros países.
A falta de interesse na coleta de embalagens de aço deve-se à dificuldade de remunerar o consumidor ou catador, já que o resíduo do aço tem um preço muito baixo, cerca de R$ 0,10 a R$ 0,20 por quilo para a siderúrgica. No entanto, a tendência mundial de se introduzir a responsabilidade compartilhada pela destinação final dos resíduos está mudando esse panorama, fazendo com que as empresas envolvidas dividam os custos do projeto.
Tomazetti informa que a cada duas embalagens coletadas é emitido um bônus no valor de R$ 0,01, que pode ser usado como desconto no supermercado ou doado para a campanha Lixo e Cidadania, desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). "O Extra São Caetano foi escolhido como laboratório por sua localização, pois ao mesmo tempo que recebe a população com excelente padrão de vida do município, fica próximo de uma das maiores concentrações de comunidade carente da Região Metropolitana, que é a favela de Heliópolis. Assim, atrai tanto as pessoas interessadas em colaborar com a preservação ambiental, como as que precisam do dinheiro para completar o orçamento", diz.
Os primeiros equipamentos de coleta automatizada de alumínio e PET foram instalados pela 3R em fevereiro de 2000 e estão presentes em dez lojas da Rede Extra. Nesse período, foram coletadas mais de 7 milhões de embalagens, 52% de PETs e 48% de alumínio. Equipamentos semelhantes foram instalados também em estabelecimentos no Rio de Janeiro e Pernambuco.
Segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), o Brasil consumiu, em 1999, 680 mil toneladas de folhas de aço para a produção de 680 mil toneladas de latas. Esse valor eqüivale ao consumo de 0,7 Kg por habitante. Se todas essas latas fossem recicladas, seria possível evitar a retirada de 900 mil toneladas de minério de ferro por ano, prolongando a vida útil das reservas minerais e economizando 240 milhões de Kwh de energia.
A lata de aço corresponde a 3% em peso do lixo domiciliar das grandes cidades brasileiras. Somente na cidade de São Paulo são jogadas diariamente 360 toneladas de latas de aço no lixo.


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