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Desde: 23/10/2001      Publicadas: 35      Atualização: 15/11/2001

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 Internacional

  06/11/2001
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Emoção x Jornalismo

Mesmo com o terrorismo em alta, todos os canais de comunicação que haviam política de não empregar palavras como terroristas, se entregaram aos acontecimentos, passando por cima das normas, mas apenas dois grandes meios de comunicações se opuseram ao óbvio e continuam barrando palavras pesadas como terror, terroristas e entre outros.

BBC e Reuters recusam-se a chamar Bin Laden de terrorista

Mesmo após os eventos de 11 de setembro nos Estados Unidos, dois grupos de comunicações britânicos com forte presença mundial a BBC e a agência de notícias Reuters, mantiveram a sua antiga política de não empregar a palavra "terrorista" para descrever os ataques contra o World Trade Center e o Pentágono e nem mesmo para qualificar os autores dos atentados.
Essa conduta, segunda as empresas, justifica-se pela necessidade de procurar manter a imparcialidade diante dos fatos, evitando termos emotivos. A Reuters, por exemplo, usa apenas "ataques" e a BBC prefere termos como "seqüestros suicidas".
A Reuters foi alvo de uma séria de críticas no final do mês passado quando um memorando interno para os jornalistas da empresa ressaltando a necessidade de se manter a imparcialidade vazou para o público.
No documento, os diretores da agência disseram que "o que para uma pessoa é uma terrorista para outra é um lutador da liberdade". O memorando provocou uma forte reação negativa entre os próprios funcionários da agência e entre seus clientes.
Diante da repercussão, o diretor executivo da agência, Tom Glocer, divulgou um comunicado desculpando pela frase, quer segundo ele foi interpretada como um julgamento de valor em relação aos ataques. "Nossa política é a de evitar o uso de termos emocionais e de não fazer julgamentos de valor em relação aos fatos que tentamos descrever com precisão e de equilíbrio".
Segundo ele, como uma organização global de comunicação cobrindo 160 países, "a missão da Reuters é a de fornecer relatos preciso e imparciais dos eventos para que indivíduos, organizações e governos possam tomar sua próprias decisões baseadas nos fatos"

Na BBC, a proibição do termo terrorista é antiga e consta inclusive do guia que norteia o seu comportamento editorial, as "guidelines". O conflito na Irlanda do Norte, por exemplo, sempre foi tratado com extrema cautela pela corporação. Grupos extremista católicos ou legalistas nunca foram qualificados como "terroristas", mas sim como "paramilitares".
No Brasil vemos que vários jornais que eram imparciais, acabaram se transformando, e acatando várias vocábulos, antes não usados. Infelizmente algumas redes de comunicação são tendenciosos e gostam de aterrorizar cada vez mais, dando muito mais ênfase para os acontecimentos de outros países, esquecendo que terrorismo, acontece todos os dias em nosso país, por exemplo, um pai de família desempregado, sem ter condições de sustentar e alimentar seus filhos, isso é um terrorismo, mas não aquele que acaba com a vida das pessoas na hora, e sim aquele que vai matando o ser humano a cada dia, seja de fome ou de desgosto, isso sim que é terrorismo.


* Fonte: Agência Estado


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